quinta-feira, 22 de março de 2012

MADRID

Na última mostra Kino passou um filme meio alemão meio turco, chamado Almanya, que tinha lá um miúdo turco que ao ir para a Alemanha só pensava em Coca-Cola. Pois, eu percebi muito bem a sensação: comigo passou-se o mesmo, mas em relação a Espanha.

Quando em puto fui pela primeira vez a Madrid só não dei cabo da Coca-Cola disponível no aeroporto porque não calhou. O certo é que até hoje essa ideia permanece e até arrisco a dizer que não há no mundo Coca-Cola como a espanhola: garrafa das pequenas, verde, com copo largo cheio de gelo e limão.

Isto tudo para dizer que há uns dias andei por Madrid. A capital espanhola há muitos anos que é visitada aqui pelo bloguista ocasional. Não quero entrar naquela discussão Madrid-Barcelona, mas que gosto mais de Madrid, lá isso é uma verdade. E acho que tem mais a ver com as vivências do que propriamente com as características de cada cidade. Um tipo afeiçoa-se mais a umas terras do que a outras. É o que é. Deve ser por gostar mais do Goya do que do Gaudi. Ou então foi da Coca-Cola que bebi em criança.

Desta vez a visita resumiu-se a um fim-de-semana e o objetivo principal era ver a extraordinária exposição do Chagall, patente no Museu Thyssen-Bornemisza até ao dia 25 de maio. Bem queríamos ter visto outros artistas no Prado e no Reyna Sofía, mas só deu tempo para voltar a espreitar o Guernica e pouco mais. A noite de Madrid pode atrapalhar qualquer plano turístico-cultural - uma situação a ter em conta. Só para avisar.


Calle Fuencarral. Metida entre a Gran Via, Chueca e Malasaña, esta é a rua ideal para comprar os ténis da moda, o casaquinho Cavalli ou espetar com uma tatuagem nas costas.


Se por acaso andarem por Madrid em dia de bola, tipo Benfica vs Porto, recomenda-se a Casa Lusitana ali para os lados da Plaza del Sol. Recomenda-se mais ainda que não se coma nada e que só se beba cerveja Alhambra. O presunto pendurado na parede deve lá estar desde os anos 60!


Depois do Tikey Room, onde se comeram umas sandes John Wayne, rumou-se até à Dona Pepita para beber umas cervejas e encontrar alguns amigos. Seguiram-se as discotecas Evaristo e Nasti. Tudo em Malasaña.


No El Urugallo, restaurante bem espanhol, comem-se umas tapas muito boas. Os revueltos de morcela são uma das especialidades. A casa situa-se em Principe Pio.


A caminho da Casa Encendida demos de caras com umas intervenções artísticas na rua muito arrojadas. Aquilo parecia ter assinatura anarquista.


Casa Encendida. Centro cultural dedicado, sobretudo, à vídeo-arte.


No terraço da Casa Encendida realizam-se concertos durante o verão. E se no inverno é bom, imagine-se no verão.


Com a opção Chagall em carteira, não houve tempo para explorar como deve ser o magnifico Reyna Sofia. Esta é parte nova do museu.


Só por esta exposição vale a pena ir a Madrid. Retrospetiva da obra até dia 25 de maio.


A caminho do mercado San Miguel para comer umas ostras da Galiza.


No Instituto Cervantes encontrámos uma exposição muito interessante do ilustrador Max Panóptica.


Uma cidade com alguma monumentalidade. Gran Via.


Verdadeira taberna madrilena. Esta é das mais antigas e fica situada no bairro Chueca. Stop Madrid, assim se chama a tasca.


É domingo e dia de feira. O costume: roupa em segunda mão, artesanato, cerveja e Dj de serviço. Esta deu para passarmos ali um bom bocado com Heineken a 1 euro! E a música estava top.


Entre a Plaza Mayor e a Latina estão alguns dos restaurantes mais tradicionais de Madrid.


Latina: um dos bairros mais antigos de Madrid e também um dos bairros com mais onda. Ao domingo as esplanadas e tascas enchem-se de gente para petiscar, beber e convívio. Muito convívio.


Despedida em beleza com o concerto de Sonny and the Sunsets no Siroco. Obrigado Bruno. Obrigado Luísa.










(Fotos sacadas com um BlackBerry Curve 8520)

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